Aluna do Iema de Bacabeira é premiada em concurso Internacional de redação de cartas

8 de julho de 2018

BacabeiraA aluna do curso técnico de administração da unidade plena de Bacabeira do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema) Jhully Cristina ficou em terceiro lugar no 47° concurso Internacional de redação de cartas, que é promovido anualmente pela União Postal Universal (UPU), sediada em Berna, na Suíça.

No Brasil o concurso é realizado pelos Correios e destinado a alunos das escolas públicas de até 15 anos, sendo composto por quatro etapas, sendo estas: escolar, estadual, nacional e internacional. Este ano, o concurso instigou os participantes a fazerem uma viagem através do tempo, com a seguinte indagação: ‘Imagine que você é uma carta que viaja no tempo, que mensagem você quer deixar para seus leitores?’

Ao falar sobre a conquista do 3° lugar na etapa estadual, a aluna entusiasmadamente, falou sobre o processo de participação. “Eu não tinha conhecimento do concurso até que meu professor de português e incentivador Alison Almeida Reis pediu que todos os alunos da sala escrevessem suas respectivas cartas no intuito de fazer uma seleção. Das duas escolhidas por ele, uma delas era a minha, cujo título era ‘Mulheres cientistas de antigamente”, a qual enderecei a mulheres que contribuíram poderosamente com a ciência no passado”, contou.

“Minha carta de fato viajou no tempo, uma vez que escrevi às mulheres que realizaram grandes feitos”, explica a estudante.

Durante a entrevista, a aluna leu trechos da carta que, para ela são trechos mais fortes e de maior relevância. “É certo que houve muito progresso nas últimas décadas no tocante a igualdade de gênero e empoderamento feminino. Isso muito se deve à luta incansável das ativistas. Leis foram criadas para proteger as mulheres, mas ainda não são aplicadas para surtirem o devido efeito. Assim, minhas queridas, usai-as como referência por seus grandes feitos que causaram grande impacto na humanidade, no prestigio por algo tão importante e grandioso. Posto que agora a sociedade passa a ver com alteridade. Alteridade que há de ser reconhecida em todas as mulheres, pois todas têm a capacidade de desenvolver trabalhos dignos. Basta que a sociedade promova a oportunidade de desenvolver tais idoneidades. Por tudo o que já presenciei com o sofrimento, dor, lágrimas, tudo retratado por meio de minhas linhas, eu como uma carta, asseguro-vos que após a minha passagem pelas vossas mãos, irei ao encontro de outros leitores em épocas distintas. Farei a concepção das pessoas mudarem, tendo as senhoras como paradigmas de empoderamento feminino, a palavra chave para tudo isso. Enfim, essa é minha mensagem as senhoras e será aos futuros leitores”, leu a aluna.

O reitor do Iema, Jhonatan Almada, elogiou a aluna e atribuiu à conquista a dedicação e o esforço implementados todos os dias por professores e alunos. “A premiação mostra que o Iema está no caminho certo. Temos estudantes que já no primeiro ano do ensino médio revelam seu potencial. Essa é prova concreta do que falo. É o reconhecimento dos trabalhos que temos feito junto aos estudantes. A Jhully é fruto desse trabalho, junto com seu professor que muito contribuiu para que ela pudesse participar desse concurso”, afirmou.

A aluna concluiu dizendo que, caso tivesse a oportunidade de entregar a carta que escrevera em mãos, escolheria três personalidades, sendo estas, Marie Skłodowska Curie – cientista polonesa com naturalização francesa que conduziu pesquisas pioneiras no ramo da radioatividade; Ada Augusta King, Condessa de Lovelace, atualmente conhecida como Ada Lovelace – matemática e escritora inglesa; e Hipátia – neoplatonista grega e filósofa do Egito Romano, a primeira mulher documentada como sendo matemática. Como chefe da escola platônica em Alexandria, também lecionou filosofia e astronomia.

Segundo a aluna, todas essas mulheres, mesmo com os obstáculos encontrados pelos caminhos, conseguiram contribuir de maneira ‘monstruosa’ com seus feitos e descobertas, concluiu.