Alunas do Iema têm projeto de programação de jogos aprovado em seminário internacional

30 de setembro de 2019

PROJETO DE JOGOS2Kidsblock é o nome lúdico do projeto criado pelas alunas Emmanuelle Lisboa, Verônica Campos, Sarah Lobo e Sthefany Silva da unidade plena do Instituto Estadual de educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema) de São José de Ribamar. Traduzindo para o português, o nome “bloco de crianças” revela o público para o qual o projeto é voltado: as crianças. Especificamente, meninos e meninas entre 7 e 10 anos estudantes da rede pública do Maranhão.

O objetivo é iniciar esses pequeninos na lógica de programação e desenvolvimento de jogos infantis por meio de oficinas realizadas pelas estudantes de informática da UP São José de Ribamar.

De acordo com a estudante Verônica Campos, a ideia do projeto veio a partir da observação de que, geralmente, o ensino da programação é voltado para jovens e adultos, deixando as crianças de fora desse conhecimento. “A gente sabe que quanto mais cedo começar a programar melhor. Como somos do curso de informática, gostamos da programação e também gostamos muito de crianças resolvemos unir as coisas que gostamos e transformamos em um projeto social para compartilhar com a comunidade. Unimos o útil ao agradável”, disse a aluna.

A iniciativa inovadora foi inscrita e aprovada no 3º Seminário Internacional de Educação, Políticas Públicas e Desenvolvimento Social, que é realizado pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Campus XI, Serrinha-BA.

A aluna Emmanuelle Lisboa revela satisfação com a aprovação no seminário. “Foi incrível receber a notícia que fomos aprovadas para apresentar nosso trabalho nesse evento. Tivemos um trabalho imenso de escrever e ficamos felizes de saber que nosso projeto tem potencial de estar em um seminário desse porte ao lado de universitários com projetos incríveis. É muito gratificante saber que todo o trabalho que realizamos até agora está dando frutos”, destacou.

Um fato que chama a atenção no projeto de programação é que a equipe é toda formada por alunas e professoras, revelando a ocupação feminina de um espaço historicamente masculino. “É muito bom participar de uma equipe onde só tem meninas. A gente cresceu com a imagem dos homens dominando a tecnologia e é muito legal a gente conseguir mudar isso, pelo menos na nossa UP, com o nosso projeto”, disse a estudante Emmanuelle acrescentando que o projeto vai além das oficinas que ministrarão para crianças. “Estamos espelhando uma nova geração onde as mulheres podem fazer o que elas quiserem. As nossas orientadoras, sobretudo, nos incentivam muito porque elas passaram por muitas dificuldades por serem mulheres e estudarem nessa área e é incrível que a gente esteja mudando isso e incentivando garotas que estão para chegar nas áreas tecnológicas”, concluiu referindo-se às futuras alunas da unidade que ingressarão em 2020.

O reitor do Iema, Jhonatan Almada, observa que a iniciativa das alunas reflete o princípio do protagonismo juvenil. “Nossos estudantes se sentem desafiados a contribuir com o seu entorno, esse projeto desenvolvido pelas meninas também sintoniza com a importância do empoderamento das meninas e ampliação da participação delas nas ciências”, frisou o reitor acrescentando que o projeto se une à gama de atividades realizadas no Iema voltadas para a equidade de gênero. “É motivo de muito orgulho para um Instituto ter, entre seus estudantes, meninas tão aplicadas e desejosas de contribuir com o desenvolvimento científico e tecnológico da sua cidade, isso se soma a iniciativas como o Dia Internacional da Menina que o Iema desenvolve pela ONU e também a Liga do Iniciação de Meninas na Ciência (LIMC) que está sendo desenvolvida pelo Centro de Educação Científica do Iema em Caxias”, lembrou.

As oficinas acontecerão aos sábados, de 8h às 11h30, a partir do dia de outubro. As inscrições são feitas diretamente na unidade plena de São José de Ribamar.