Estudantes discutem “Porte de Armas ao Civil” em fase classificatória da II Copa Iema de Debates

14 de maio de 2018

FOTO CINTIA - RICCARDO_COPA IEMA_DEBATES (6)O porte de armas no Brasil é regulado através do Estatuto do Desarmamento, que desde 2005 utiliza como forma de contribuir para a redução da violência. Mas existem diversos questionamentos entre a posse e o porte de armas que são motivos de debates na sociedade. Sobre esse tema que as equipes ‘Paideia’, da unidade plena São Luís, e ‘Cogito, logo Iema’, da UP Axixá, trataram durante a II Copa Iema de Debates realizada pelo Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema), no sábado, dia 12.

A estudante Isabela Amaral, da equipe ‘Cogito, logo Iema’, destacou que o grupo fez uma imersão em grandes artigos e livros para embasar o debate. “Buscamos muitas teses atuais e antigas, nos aprofundamos nesse tema para aplicar o nosso conteúdo com o auxílio do técnico Levi Lisboa. Fizemos o nosso melhor”, contou a estudante, acrescentando ainda que a Copa é uma competição que permite a troca de experiências e conhecimento. “É uma iniciativa muito interessante, pois podemos ampliar nossos conhecimentos sobre temas que são atuais e, além disso, expor a opinião a favor ou contra.”

Sua colega de equipe Cacianne Protázio relatou que foram adotadas boas estratégias para convencer os jurados da opinião contra o porte de armas ao civil. “É um debate muito bom, pois no dia a dia em sala de aula não temos a oportunidade de debater dessa maneira, e no evento podemos levantar nossas opiniões e argumentos. Aprendemos e levamos nossos conhecimentos para outras pessoas”, disse a estudante.

A equipe oponente da unidade plena de São Luís foi a favor do porte de armas ao civil e usou como estratégia a desconstrução do discurso da equipe oponente. “Buscamos observar tudo que a equipe falava para desfazer toda a linha de pensamento deles e apresentar o nosso ponto de vista sobre o assunto”, contou a estudante, destacando que a Copa Iema de Debates é uma ação que favorece o aluno. “Nossos pensamentos e conclusões sobre determinado tema passam a ser de conhecimento de todos. E também passamos a ser mais vistos em relação as outras unidades plenas e até na nossa mesmo”, relatou a aluna Mila Moreira.

Seu companheiro de equipe, Luís Felipe Frazão, destacou que a equipe optou por contextualizar a defesa com a própria realidade. “Procuramos apresentar a nossa realidade brasileira, e não tentar comparar com aquilo que é de fora como países armados como Estados Unidos, ou desarmados como a Austrália, pois eles já são países bem desenvolvidos, preferimos falar do nosso país”, explicou o estudante, reiterando que a competição é muito boa para o desenvolvimento dos estudantes. “A Copa auxilia em diversos aspectos de construção do conhecimento, entre eles a dissertação, e também contribui para a formação de ideias, e isso auxilia bastante para exames futuros. Eu tinha muita dificuldade em colocar as minhas ideias de forma ordenada no papel ou mesmo montar um discurso, mas hoje tenho mais facilidade por conta da Copa”, concluiu o estudante.