Família que se profissionalizou a partir do curso do IEMA recebe visita do reitor Jhonatan Almada

9 de janeiro de 2019

ECO DESIGN (3)“Nossas vendas eram mínimas e agora aumentaram 80%”, disse Milca Amarante sobre o aumento do rendimento financeiro que seu esposo Celso Nascimento e ela tiveram após a formação profissional no curso de Formação Inicial e Continuada (FIC) em ecodesign oferecida gratuitamente pelo Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA).

Para Milca, a capacitação trouxe muitos benefícios. “Esse curso do IEMA foi uma dádiva e veio para acrescentar demais na nossa vida. Trouxe mais união pra gente porque nós dois fizemos o curso e hoje trabalhamos juntos.”

O casal já trabalhava com a criação e venda de artesanato rústico na estrada da Pindoba, mas viu no curso de ecodesign a oportunidade de se profissionalizar e oferecer um produto diferenciado aos seus clientes. Foi justamente o que aconteceu. Celso e Milca se deslocavam cerca de 17km em uma Pop 100 para assistir participar das aulas no bairro do Cohatrac, onde foi oferecida a formação e hoje possuem uma loja com peças bastantes desejadas pelos clientes.

Jhonatan Almada, reitor do Instituto, diz que a visita confirmou que o IEMA está no caminho certo. “De fato foi uma visita muito agradável e animadora porque eu pude ver pessoalmente o trabalho, o resultado, o conhecimento aplicado por eles a partir do aprendizado que obtiveram no curso de ecodesign. Nos mostra que o IEMA está acertando ao oferecer cursos que tenham vínculo com a vocação econômica local e que tem, de fato, impacto transformador na vida das pessoas”, disse.

Durante a visita, o casal mostrou para o reitor as peças que mais são procuradas pelos clientes que são cama para gato e cachorro, suporte para vasos de plantas com design de animais (coruja, galo, urso, sapo, flamingo, etc.), poltronas, pufes, etc. O reitor pôde ver, ainda, o humilde ateliê com estrutura de pau a pique formando uma casa de taipa que é o espaço onde Celso e Milca produzem as peças que hoje são o seu ganha-pão. Milca contou que antes de ser o ateliê, a pequena casa feita com barro e madeira funcionava como uma loja onde vendiam seu artesanato. “Eu já trabalhava com artesanato, mas me aprimorei para criar peças com os pneus, fazendo a reciclagem e reutilização. Eu sou muito grato ao IEMA porque as vendas estão subindo e isso permite uma garantia de sustentação através desse curso que fizemos”, disse Celso, que estava desempregado, mas que, após a formação que recebeu, em parceria com a esposa, tem extraído a renda familiar do artesanato com ecodesign. Celso contou ainda que eles estão criando um grande urso feito com pneus para servir de anúncio à beira da estrada.

Celso e Milca concluíram o curso há pouco mais de três meses e fizeram parte da multidão formada por mais de 2.500 pessoas que foram certificadas nos cursos profissionalizantes do IEMA por meio do projeto “IEMA nas Comunidades”.