IDoe, aplicativo criado por equipe do Iema, será apresentado ao governador Flávio Dino nesta segunda

11 de junho de 2018

A cada instante, o Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema) obtém novas conquistas, o que mostra o resultado de um trabalho de qualidade com grandes investimentos em educação realizados pelo Governo do Maranhão. Desta vez, alunos e professores da unidade vocacional de Imperatriz foram contemplados ao participarem do edital 034/2017 da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema). O projeto aprovado é o aplicativo IDoe, que tem por objetivo incentivar a cultura e facilitar o processo de doação de alimentos e mostrar que o desperdício não é a melhor opção. O aplicativo deve gerar impacto social por incentivar a economia solidária, pois ele vai conectar quem precisa receber doações com quem quer doar. O programa será apresentado ao governador Flávio Dino nesta segunda-feira (11), às 16h, no Palácio dos Leões.

“Nós ficamos muito orgulhosos com o desempenho de nossos estudantes sob a orientação dos professores, porque os cursos profissionalizantes têm exatamente esse objetivo: que eles consigam produzir algo que gere ou que agregue valor e renda à sua vida profissional. Neste caso, eles obtiveram, além do reconhecimento na SNTC 2016, o financiamento para que a ideia do aplicativo seja melhorada e se torne um produto no mercado, isso vai gerar renda para eles, isso é extremamente importante e significa que o Iema está cumprindo a sua missão, que é levar conhecimento para que as pessoas tenham mais autodeterminação”, disse entusiasmado o reitor do Iema, Jhonatan Almada.

Atualmente, os envolvidos diretamente no projeto são os professores Karlene Sousa, Diógenes Ewerton da Silva Pires e os ex-alunos Thiago Queiroz Nascimento e Antônio Carlos Júnior. A professora de informática Karlene Sousa explicou que o IDoe foi desenvolvido em 2016 através do curso de desenvolvedor de aplicativos para Web oferecido na unidade vocacional de Imperatriz. “Durante uma aula pedi que fossem formadas várias equipes e que cada um desenvolvesse um projeto, então surgiram três, dentre eles o IDoe, que foi premiado na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2016 (SNCT/2016. Em 2017, pensamos em trabalhar novamente com ele, então surgiu a ideia de inscrevê-lo no edital de startup. Ganhamos, e o aplicativo irá ser colocado em prática. A plataforma será uma ponte entre o doador, que são as empresas, e quem precisa das doações, que são as instituições filantrópicas”, afirmou.

Para o professor Diógenes Ewerton da Silva Pires, o aplicativo vai gerar um grande impacto ambiental para a região e será referência para outros municípios e demais estados. “O aplicativo mobilizará tanto empresários como as instituições filantrópicas e vai incentivar mais pessoas para participar do processo e repensar seus hábitos em relação ao desperdício de alimentos. O projeto vai começar aqui no sul do Maranhão, mas nossa intenção é que a ideia se estenda para a capital e demais estados, assim seremos uma referência positiva fomentando a cultura do compartilhamento e o fim do desperdício”, declarou.

O ex-aluno do Iema Thiago Queiroz Nascimento falou da alegria e satisfação por ser parte de um grande projeto como o IDoe. “É um sentimento de grande realização pessoal, pois além de fazer o que eu gosto, que é programar, sinto que vou contribuir para ajudar uma parte da sociedade que precisa muito. Espero que o aplicativo possa alcançar todo o país implantando a cultura do compartilhamento em nossa sociedade”, disse.

Thiago Queiroz, que hoje cursa ciências da computação, acrescentou ainda que o Instituto proporcionou a ele diversas possibilidades de crescimento pessoal e profissional. “O Iema, além de ampliar meus conhecimentos na área de programação, me apresentou pessoas que são importantes no meu convívio diário, e me deu um norte sobre quais áreas da tecnologia eu quero seguir, que são as áreas de desenvolvimento web front-end e design. Sou grato por tudo que o Iema proporcionou em minha vida e de muitos outros jovens maranhenses”, concluiu.