Iema encerra participação na reunião anual da SBPC, em Campo Grande, com saldo positivo

28 de julho de 2019

Imagns Riccado Otavio (5)O Maranhão encerrou sua participação na 71ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência com saldo positivo. O stand do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão instalado no pavilhão da Expot@c atraiu a atenção de milhares de visitantes. O público da SBPC se empolgou ao conhecer a escola estadual de ensino médio e técnico de tempo integral e vibrou ao saber que a mesma instituição também oferece cursos de formação inicial e continuada (FICs). A 71ª edição da reunião da SBPC foi encerrada neste sábado, dia 27. O evento foi realizado na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, em Campo Grande.

Ao visitar o stand do Instituto na tarde deste sábado, Ildeu de Castro Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, agradeceu a participação do Maranhão e elogiou o trabalho desenvolvido no estado. “Agradeço a participação do Iema aqui com uma equipe que trouxe informações sobre as conquistas importantes para o estado e que também trouxe jovens para apresentar trabalhos.” Ildeu de Castro aproveitou e convidou o Iema para a edição de 2020 da reunião anual. “Queremos a presença de vocês em Natal no próximo ano. Somos muito agradecidos ao Maranhão. Já fizemos duas reuniões lá e certamente faremos mais.”

Para a professor Kennya Castro, que integra a comitiva do Iema na SBPC em Campo Grande, a participação do Instituto é positivo não apenas pelo número de atendimentos, mas também pelo feedback que o visitante proporcionou. “O Iema atraiu um público bem diversificado. Não eram apenas pesquisadores, professores, cientistas. Vieram pais, avós, bisavós… Recebi um pai que disse que só veio à SBPC porque queria conhecer o stand do Iema. Falaram pra ele que o filho poderia estudar no Maranhão. Ficou encantado com tudo o que viu.”

Cecil Chow Robilota, professora aposentada, também esteve no stand neste sábado, 27. Ela afirma que é bem legal o projeto do Iema de trabalhar o ensino médio com o técnico e apresentar para outros estados. Também gostou da proposta de profissionalização por meio dos cursos de formação inicial e continuada (FICs) levando em conta as perspectivas regionais. “Tudo isso é muito importante. Percebo que há ‘boa comunicação’ no Iema, que é capaz de integrar o projeto. Tem de trabalhar junto”, pontua.

Imagns Riccado Otavio (1)Um público bem diversificado visitou o stand do Iema. Segundo o Instituto, não foram apenas cientistas, professores e pesquisadores que lá estiveram. O grupo recebeu gente querendo entender o modelo, fazendo perguntas, mas também pessoas da comunidade que sonham com uma escola de qualidade para os filhos. Para o Iema, a simplicidade e a objetividade do atendimento do grupo e, principalmente, os resultados alcançados pela escola – a produção nas unidades vocacionais, conquistas nas olimpíadas do conhecimento e de foguetes, programa de intercâmbio, a robótica educacional…) geraram nas pessoas uma expectativa muito positiva porque passaram a reconsiderar o conceito que têm de escola pública. “O que posso dizer da SBPC 2019 é que conseguimos alcançar os objetivos do Governo do Maranhão ao mostrar nossa empreitada da educação pública estadual. O público leva a ideia de que é possível sonhar e que sonhos se tornam realidade. A população conseguiu observar que uma escola pública de excelência é possível porque somos movidos por uma paixão, acreditamos na formação do indivíduo e na formação integral”, diz Kennya Castro.

Unidades vocacionais

O balcão onde eram expostos os produtos que resultaram da oferta de cursos de formação inicial e continuada (FICs) do Iema ficou pequeno para o grande público curioso que todos os dias visitou o stand do Maranhão, que neste caso apresentou a produção coureira do município de Ribeirãozinho.

Para a comissão do Instituto, mais do que produtos, a exposição contava que um modelo institucional bem elaborado como o do Iema pode alcançar um público muito diverso, mudar a realidade das comunidades, dos municípios, conforme seus arranjos locais, sua base econômica. Os cursos FICs, nesse tipo de escola – unidades vocacionais do Iema -, são escolhidos de acordo com a ‘vocação’ local.

“Foi um encantamento! As pessoas perguntavam se os produtos tinham sido feitos por alunos, se estavam à venda. As unidades vocacionais mostraram que é possível mudar a vida de muita gente em um município com os cursos de Formação Inicial e Continuada”, pontua a comissão.

Robótica educacional

O Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão causou boa impressão também quando mostrou ao público da SBPC que a robótica aplicada é um componente do seu currículo. Causou bom impacto ainda ao mostrar que a robótica não é feita apenas por grandes cientista ou apenas por quem tem vultosas quantias de dinheiro.
Professor de química em uma das unidades do Iema, o professor Fábio Sousa mostrou que é possível fazer robótica com o mínimo, usando, por exemplo, material alternativo. Ele organizou cursos\oficinas que contaram com participação de crianças de até 6 anos.

Segundo a comissão do Iema na SBPC, as pessoas ficavam empolgadas com tudo o que viram e fizeram inúmeras perguntas sobre a robótica no Instituto. “Tudo isso encantou a população porque desmistificou a ideia de que robótica só é feita por cientistas muito cheios de propriedade ou por quem tem muito dinheiro. Mostramos que, ‘uma vez desvelados os mistérios tecnológicos dos arduinos’, é possível fazer robótica com o mínimo, que pode ser material reciclado.”

Para saber mais sobre a participação do Iema na 71ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência em Campo Grande / Mato Grosso do Sul, acesse nossa o portal www.Iema.ma.gov.br. O evento aconteceu de 21 a 27 de julho. A 72ª edição da reunião anual será em Natal, no Rio Grande do Norte, neste mesmo período.