IEMA participa de seminário promovido por comissão da OAB em Brasília

30 de novembro de 2019

Imgem BentoLeite (2)O reitor do IEMA – Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão -, o professor Jhonatan Almada, participou na quinta-feira (28) do painel ‘A experiência dos Diálogos pelo Direito à Educação”, que aconteceu como parte da programação do “Seminário Nacional Diálogos pelo Direito à Educação” realizado na sede do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), em Brasília. O seminário foi promovido pela OAB Nacional por meio da Comissão Especial de Direito à Educação. Almada explica que os diálogos têm por objetivo despertar as forças sociais em prol da luta, defesa e da remodelação da escola pública para que ela possa melhorar e mudar, e de fato garanta o aprendizado para crianças e jovens. A ideia é que os diálogos mobilizem a sociedade para refletir e agir em prol dessa mudança. “Apresentamos a experiência do IEMA como um caminho possível, cujos princípios, modelo e projeto podem inspirar outras escolas, redes e sistemas a seguirem naquilo que o Instituo acertou para também encontrar o caminho da excelência na educação.”

Além do reitor do IEMA, o grupo do Maranhão estava composto por João Batista Ericeira, vice-presidente da Comissão Especial de Direito à Educação do CFOAB, e Raimundo Palhano, diretor do Centro de Estudos e Pesquisas para a Excelência – Cepeduc, e da Associação Maranhense de Formação de Governantes – AMFG. A equipe do Maranhão apresentou o documento “Pelo Direito à Educação no Brasil”, que é uma visão a respeito da crise da aprendizagem vivenciada pela educação brasileira. De acordo com os organizadores do documento, estudos mostram que no Brasil crianças e jovens completam o ciclo da educação básica sem aprender. De cada 100 que entram, apenas 64 concluem. Desse total, 70% saem sem saber português e 90% sem saber matemática. Por meio do documento distribuído no seminário, a OAB apresenta uma proposta que passa pelo fortalecimento do município como ente federativo, pela formação continuada dos professores e por uma escola pública que pode ser de excelência. Um dos organizadores da obra, Jhonatan Almada explica que o documento é dividido em três blocos: um sobre o direito à educação sob o ponto de vista da legislação; o segundo bloco trata dos problemas educacionais e pontuas que ações estratégicas que podem ser desenvolvidas para resolvê-los. O terceiro bloco mostra como a escola pública pode ser de excelência a partir de uma experiência concreta. Esse bloco mostra as lições e aprendizados que essa experiência traz para inspirar outras escolas, redes e sistemas de ensino.
O presidente da Comissão Especial de Direito à Educação do CFOAB, Thiago Carcará, elogiou o documento e disse que a experiência do IEMA pode ser agregada à luta dos que estão em prol da educação. Na opinião de Carcará, a discursão sobre educação não pode ser feita apenas no Congresso Nacional, mas nos municípios, na OAB e em todas as instituições para repercutir qual a melhor forma de educação. “A discursão precisa chegar aos municípios, que é onde acontece a educação, daí a importância dos diálogos.”

Vice-presidente da Comissão Especial de Direito à Educação do CFOAB, João Batista Ericeira defende a ideia de que é preciso firmar as bases de um projeto nacional de educação fundamentado numa escola de qualidade. “Quero registrar a importância deste evento para a nossa instituição. É inédito uma Comissão Especial de Direito à Educação focando o debate na questão da educação básica. Começamos essa experiência com a participação de pessoas que fazem educação municipal e trouxemos um documento para apresentar. Ele será ampliado. Há o desejo de que esse trabalho seja realizado por todas as seccionais. Sem educação de qualidade não há democracia e não há cidadania”, afirmou Ericeira.

Ao conhecer a história do IEMA, a pedagoga Vânia Pires, da Escola Nacional de Administração Pública, gostou de saber que o Instituo tem projetos motivadores como o da robótica educacional e que a escola usa a tecnologia a favor da aprendizagem. Vânia destacou também a valorização do docente e a formação continuada praticados pelo IEMA e defendeu a pauta da educação em âmbito nacional. “Esse debate pelo Conselho Federal da OAB é importante, que ele passe por outros conselhos estaduais”, disse.

No Maranhão, o projeto “Diálogos pelo Direito à Educação” já foi realizado em cidades como Bacabal, Imperatriz e Balsas. A próxima edição do projeto está prevista para o dia 6 de dezembro, em Timon. “Essa deve ser nossa última edição em 2019, mas os trabalhos continuarão em 2020”, afirma o vice-presidente da Comissão Especial de Direito à Educação do CFOAB.