IEMA realiza live com ministro da Ciência e Tecnologia Marcos Pontes

7 de julho de 2021

Jeyci Elizabeth

O momento de fazer escolhas e saber por qual caminho trilhar nem sempre é uma decisão fácil. Pensando em refletir juntamente com estudantes sobre o assunto, a Unidade Plena São Vicente Ferrer, por meio do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA), organizou a live Sonhos Possíveis, Caminhos e Estratégias para a Realização do Projeto de Vida, com a participação do ministro da Ciência e Tecnologia Marcos Pontes, mediação do reitor Alex Oliveira e apresentação da aluna protagonista Dorineth Ferreira. O evento aconteceu nesta terça-feira, 6, às 18h30, via canal do youtube IEMA Oficial.

A abertura da live contou com a participação da representante estudantil no Conselho Superior do IEMA (Consup), Dorineth Ferreira, que expôs o perfil profissional do reitor Alex Oliveira e do ministro Marcos Pontes, primeiro e, até o momento, o único astronauta e cosmonauta brasileiro a ir ao espaço.

Planejar o futuro é um assunto que está sempre em pauta, por isso a necessidade de realizar a live acontece principalmente pelo contexto atual delineado pela pandemia da Covid-19. Para o reitor Alex Oliveira o IEMA é um instituto que procura alinhar as discussões, as disciplinas, as matrizes curriculares com o projeto de vida de cada estudante. “Nossa instituição trabalha com a capacidade que todo aluno tem, buscamos instigá-los a ter o projeto de vida como prioridade”, disse.

Ministro Marcos Pontes falou sobre sua trajetória profissional

Ministro Marcos Pontes falou sobre sua trajetória profissional

A trajetória vivenciada pelo ministro da Ciência e Tecnologia Marcos Pontes foi difícil como a de todo menino pobre. Seu pai trabalhava como auxiliar de serviços gerais e a mãe era funcionária do serviço ferroviário em Bauru, São Paulo. Aos dez anos já trabalhava carregando caixa na feira para ganhar um trocado. Aos catorze, entrou no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), começou a fazer Curso Técnico de Eletricista, após um tempo conseguiu estágio e começou a investir em qualificação na área de eletrônica e eletricidade. “Eu não tinha tempo nem dinheiro para estudar no cursinho, mas eu tinha vontade de fazer as coisas, conquistar o meu objetivo e me tornar um piloto. Sempre que tinha folga no trabalho estava buscando conhecimento nas leituras a fim de me preparar para a prova da Academia da Força Aérea”, contou.

Para Marcos Pontes é importante fazer o alinhamento da carreira de acordo com aquilo que você tem como missão de vida. “Todos nós temos talento. Não existe ninguém que não é bom em nada ou que é ruim em tudo. Todos nós podemos desenvolver grandes coisas na vida, por isso é importante ter grandes sonhos também”, incentivou.

O curso técnico é considerado o trampolim, o que ajuda a ter rendimento, profissão e ao mesmo tempo fazer escolhas na área em que se vai atuar. Neste sentido, o modelo educacional do IEMA se destaca como referência no governo Flávio Dino, sendo que a primeira escola foi implantada em 2015. Atualmente possui vinte e três Unidades Plenas com 45 cursos técnicos e profissionalizantes sendo oferecidos, além de vinte e duas Unidades Vocacionais e duas bilíngues (uma ainda em construção), com cerca de 9500 estudantes beneficiados. “Esse instituto, que tanto envaidece o Maranhão, tem papel decisivo na vida de toda uma geração e temos muito orgulho de participar desse processo, porque em nossa estrutura pedagógica há uma centralidade preponderante que segue a lógica de fazer o aluno pensar o seu projeto de vida”, explicou.

Outra questão que merece destaque nesse processo é a relação do IEMA com a robótica. A disciplina faz parte da estrutura curricular de todos os cursos devido à interdisciplinaridade que exige do aluno uma perspectiva muito interessante. Esse conjunto de processos pedagógicos que pressupõe a estrutura de um robô já rendeu diversas premiações. Hoje o instituto coleciona mais de 1800 medalhas em vários níveis, inclusive, internacionais.

Pensar uma pedagogia associada à inovação, que inclua os alunos no processo de construção do conhecimento, exige que os estudos sobre tecnologia também estejam relacionados ao setor mercadológico. Além de avaliar a execução de programas experimentais de foguetes, por exemplo, os alunos do IEMA precisam realizar e cumprir tarefas para levar essas ideias também ao mercado de trabalho.

Para o reitor Alex Oliveira as olimpíadas e outros eventos têm sido reconhecidos como oportunidades de aproximar os alunos do mercado de trabalho por meio da troca de saberes. “Precisamos dar esse salto e pensar em projetos que possam ajudar na tecnologia assistida, na organização, monitoramento das empresas, apicultura, irrigação, controle do solo, entre outras necessidade que as tecnologias podem ajudar”, sugeriu.

A busca pela qualificação e a necessidade de as mulheres ocuparem esses espaços também foram outros pontos destacados por Marcos Pontes. “Sempre melhore, sempre busque aperfeiçoamento constante. Qualquer coisa que você escolher fazer é necessário ampliar as perspectivas de carreira”. Vale destacar que para o ministro não existe profissão de homem e profissão de mulher. “A mulher pode fazer qualquer tipo de coisa. Nós precisamos de meninas na ciência e na tecnologia. Não apenas nos cursos de medicina e biologia, mas também nos cursos de engenharia, astrofísica, todos em que a figura da mulher ainda é algo bastante incomum”, encorajou.