Jhonatan Almada participa de Fórum global de educação e inovação e apresenta o Iema

11 de junho de 2018

WhatsApp Image 2018-06-07 at 10.29.20Criado em 2015 pelo Governo Flávio Dino, o Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema) foi apresentado, no início deste mês, a representantes de um grande número de países durante a XIX edição do Encontro Internacional Virtual Educa (Fórum global de educação e inovação) que aconteceu em Salvador (BA) de 4 a 8 de junho. O Iema foi apresentado ao ‘mundo’ pelo reitor do Instituto, Jhonatan Almada, que falou sobre a cooperação público-privada na educação. O secretário adjunto de Estado da Ciência e Tecnologia do Maranhão, Pedro Igor Nascimento, também participou do evento.

“É uma oportunidade de dialogarmos com vários atores da área de educação e inovação, somando esforços para a construção de um Maranhão melhor na área de ciência, tecnologia e inovação”, afirmou Pedro Igor.

O reitor pontuou que o Iema é a primeira rede de educação profissional e tecnológica de tempo integral do Maranhão e deixou claro que a Rede resulta de uma parceria bem-sucedida entre o poder público e o privado. “Tem um aporte de R$ 240 milhões do BNDES que é aplicado na infraestrutura educacional. Estamos reinventando a educação pública porque acreditamos nela. O governo constrói uma estrutura educacional que não existia no Maranhão.”

Ao mapear a atuação do Instituto, Almada citou as 26 unidades (entre plenas e vocacionais) da Rede e destacou as 70 denominadas polos educacionais distribuídas pelo estado e que foram implantadas por meio de parcerias com governos locais, associações, sindicatos e igrejas.

Dos 20 cursos técnicos ofertados atualmente, o reitor usou como exemplo o experimental de informática biomédica (UP de Timon) e o de equipamentos biomédicos. “Além desses 20 cursos técnicos, oferecemos 55 cursos de Formação Inicial e Continuada (FICs), que duram de três a quatro meses com 160 a 200 horas/aula.”

Pouco antes de falar sobre três casos exitosos do Iema, o reitor afirmou que os cursos produzem grande impacto no arranjo produtivo local, uma vez que a oferta feita pelo Iema leva em consideração o que a sociedade e ou a comunidade tenha como necessidade. A oferta é pensada para atender à demanda.

Sobre casos exitosos, ICE, parceria com a Vale e o polo de couro (Iema de Ribeirãozinho) foram os apresentados. A respeito do ICE – Instituto de Corresponsabilidade Educacional – contou que é o criador da tecnologia de gestão para implantar escola de tempo integral. “Criamos um termo de cooperação com o ICE sem nenhum custo para o Governo do Maranhão. O grande diferencial dessa parceria é que houve transferência de conhecimento.”

Ao apresentar resultados alcançados, destacou que a ideia é que o Maranhão seja projetado para o Brasil inteiro. Para além dos números, Jhonatan Almada disse nomes como o de Ângelo – da robótica de Pindaré -, o Cícero – medalhista de bronze na Olimpíada de Matemática –, e o Cassiano – curso de panificação em Caxias.

O reitor apresentou indicadores como o da frequência escolar, que é motivo de orgulho para o Instituto – 97% de frequência escolar -, 91% de aprovação escolar, e 0.78% de evasão escolar. “Por tudo isso que acreditamos que uma escola pública de excelência é possível. É com muita alegria e dedicação que estamos fazendo esse trabalho”, concluiu o reitor.

Gerente de Negócios do Sebrae Bahia, Cecília Miranda, que acompanhou com atenção a apresentação do reitor do Iema, ficou encantada com o que viu. A gerente afirmou que estava encantada com os resultados que o Iema alcançou em tão pouco tempo. “Muito boa a ideia de mostrar que o poder público pode oferecer educação de qualidade em parceria com o privado. O que o Iema faz é dar oportunidade para pessoas que nunca imaginaram que poderiam fazer algo diferente”, comentou Cecília ao destacar que gostou do fato de o Iema não apresentar números, mas pessoas.

“Ao mostrar os resultados, ele não mostrou números, mas pessoas. Isso é mais importante porque, se pensarmos política pública visando números, não teremos bons resultados. Mas se pensarmos política pública visando as pessoas e como elas podem ser impactadas e impactar seus mundos, aí sim, teremos resultados melhores”, afirmou.