“O Estaleiro Escola profissionaliza e gera renda à comunidade do Tamancão”, afirma reitor do Iema em visita a unidade

16 de maio de 2018

O reitor do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema), Jhonatan Almada, visitou a unidade vocacional Estaleiro Escola, na manhã de terça-feira (16), para conhecer os alunos e analisar o desenvolvimento das capacitações voltadas para a comunidade do Tamancão, situada na área Itaqui-Bacanga.

“O Estaleiro Escola oferece cursos vocacionais e oficinas que geram renda à comunidade do Tamancão. As formações tradicionais como o curso de embarcações e os novos, dentre eles o de produção de instrumentos musicais e de mecânico de motores de barcos estão fazendo sucesso. Desta forma, o Iema está gerando emprego e esperança para a juventude que está na instituição”, afirmou Almada após a visita na unidade vocacional.

A coordenadora administrativa do Estaleiro Escola, Lilian Carvalho conta que a unidade oferece capacitação para aproximadamente 260 pessoas. “Temos cinco cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) e seis oficinas. Os cursos são de marcenaria, embarcações, informática, elétrica predial e inglês. As oficinas são de reciclagem de papel, modelismo naval, reaproveitamento de garrafas pets e de madeira, produção de biojoias e de cerâmica. Além disso, temos o curso de produção de instrumentos musicais, uma formação inovadora que abraçamos quando percebemos que a comunidade não tem acesso com facilidade”, contou Lilian, acrescentando que há casos de alunos que receberam a formação e atualmente são professores dos cursos no Estaleiro Escola. Outros estudantes finalizam um curso e já aproveitam a oportunidade para se profissionalizar em outra formação”.

Ana Luiza tem 29 anos, é aluna da oficina de biojoias e já participou das formações em cerâmica e reciclagem de papel na unidade. Na oportunidade, ela contou que as formações trouxeram sua fonte de renda. “Estou participando dos cursos do Estaleiro Escola há três anos e aprendi diversas técnicas. Através dos cursos estou ganhando minha própria renda com a produção de bolsas e joias”, disse.

Já o aluno Adriano Araújo Sá tem 11 anos, é membro da comunidade Tamancão e gosta da oficina de reciclagem. Ele conta como acontece o processo de reutilização do papel. “Para reaproveitar o papel, nosso professor nos ensinou que devemos colocar vários restos de papéis do liquidificador, em seguida colocamos a tinta, depositamos em uma perneira, coamos, colocamos em uma superfície plana, tiramos o excesso da água e esperamos secar. Eu adoro a reciclagem”, contou Adriano.