Reitor do IEMA faz visita técnica ao Cintra

14 de março de 2019

CNTRA (3)Um clima de cordialidade marcou a visita técnica do reitor do IEMA – Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão -, Jhonatan Almada, ao Cintra – Centro Integrado do Rio Anil. Acompanhado pelo diretor de Planejamento e Administração do Instituo, Gustavo Andrade, do coordenador administrativo e financeiro, Anderson de Oliveira, e pelo supervisor de infraestrutura Educacional, Luiz Edmundo, o reitor foi recebido pela professora Danielle Fonseca Veras – gestora pedagógica -, pelo gestor geral, Olivar Araújo Pinheiro Júnior, e pelo chefe da assessoria Jurídica, Diego Pimentel.

A visita técnica – de reconhecimento do espaço físico, mas também da dinâmica funcional do Cintra – importou em inspeção pelo prédio matriz, pela Defil – Divisão de educação física, desporto e lazer –, pelo o anexo Vovó Anália, além de vistoria no refeitório, bibliotecas, teatro, auditório… e uma reunião de cerca de 40 minutos com representantes das coordenações pedagógicas (ensino médio e fundamental) coordenadoria de ensino, RH, almoxarifado, restaurante, ou seja, com representantes do administrativo e do operacional.

Este foi o primeiro encontro, na própria escola, com a equipe que cuida do Cintra. O reitor Jhonatan Almada elogiou a estrutura da instituição e disse que o prédio precisa apenas de algumas melhorias e adaptações. “Temos, mutuamente, a ganhar com essa incorporação, pois acredito que será bem-sucedida”, disse ao explicar que a conversa com o grupo (administrativo e do operacional) teve como objetivo primeiramente transmitir a tranquilidade de que será feito um trabalho gradual, depois parar conhecer a equipe e, em terceiro, apontar as primeiras diretrizes para o trabalho enquanto unidade do IEMA.

Para o gestor geral, Olivar Pinheiro, o encontro com o reitor foi bastante positivo, tendo em vista que neste momento de transição o grupo precisava de uma palavra de alento do reitor. “No nosso plano estratégico, já buscávamos ações que visavam a gestão de qualidade, de excelência, com melhores índices educacionais, otimização dos cursos e das oficinas profissionais, melhor a atendimento aos alunos. Agora, tendo o selo do IEMA, todo mundo ganha (a comunidade escolar, do entorno do Anil e bairros adjacentes)”, afirma o gestor.

A conversa do reitor com representantes do administrativo e do operacional resultou, ainda, em uma agenda. Haverá uma conversa com os representantes dos alunos do fundamental (pais e professores), com representantes do EJA (Educação de Jovens e Adultos) e com os segmentos estudantis.

De fábrica têxtil à escola técnica em tempo integral

Criada como Companhia de Fiação e Tecidos do Rio Anil – atualmente Centro Integrado do Rio Anil (Cintra) – colocou São Luís na lista de polo industrial têxtil do Brasil. No final do século XIX, pelo menos dez fábricas de tecidos e fiação se instalaram na cidade, anunciando o progresso e mudança da vida social da região. O prédio – sua construção data de junho de 1893 – ocupou uma área de 9.991m², sendo edificado em pedra, cal e alvenaria de tijolo, chegando ao seu apogeu na década de 1930, quando atingiu o ponto mais alto da produtividade (1 milhão metros/ano).

Abandonado por muito tempo, o local foi recuperado e deu espaço ao Centro Integrado Rio Anil (Cintra), com projeto do arquiteto Fabrício Pedroza. Tem cobertura composta por uma estrutura forjada na Inglaterra e telhas francesas. A fachada principal apresenta 14 módulos, com cobertura em duas águas, formando pequenos frontões com óculos centralizados. Possuindo em seu interior dois pavimentos de salas de aula e administrativo com circulação em forma de mezaninos e largas escadas em madeira, com alguns pilares em troncos retorcidos. Antes, as imensas salas abrigavam os teares. “O Cintra é uma escola que tem uma função estratégica dentro da Rede de Ensino Estadual do Maranhão, e também tem uma relevância histórica, tendo em vista que antes de ser uma escola foi uma fábrica de tecidos que foi fundamental para o crescimento do bairro e comunidades dos arredores que possuem uma relação muito próxima com a escola”, destacou o diretor geral da escola, Olivar Júnior.

Foram aproveitadas grandes janelas de guilhotinas em madeira e vidro que rasgam toda a extensão da antiga fábrica, além de telhas de vidro localizadas estrategicamente nas circulações internas que garantiram a ventilação e iluminação. Em alguns pontos há jardins de inverno, iluminados por abertura no telhado, sem nenhum prejuízo às formas originais. Ainda é possível encontrar corredores revestidos com ladrilhos hidráulicos e alvenaria em pedra aparente que destaca a qualidade da mão de obra da construção civil do século XIX no Brasil.

A escola hoje possui 16.878,15 m² de área construída com 60 salas de aula que abrigam 118 turmas, além de outros espaços como cozinha, refeitório, teatro, sala de oficinas e laboratórios. Hoje o Cintra tem mais de 5 mil alunos que fazem parte dessa instituição estudando nos turnos da manhã, tarde e noite do sétimo ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio contando com as duas etapas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e passará a funcionar como unidade plena e vocacional do IEMA – Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão. “Nossa escola envolve mais de quatro prédios e um anexo, conta com 300 funcionários e um corpo docente de mais de 400 professores”, explicou o diretor geral, Olivar Júnior acrescentando ainda que pertencer a Rede IEMA é um presente. “Representa a continuidade de um trabalho que busca a excelência de gestão. O IEMA sempre serviu de espelho para as nossas diretrizes, é a coroação da nossa escola. Atendemos alunos de áreas completamente diferentes da nossa capital, e atendemos todo público, nos consideramos uma escola acolhedora que preza pelo respeito a diversidade”, acrescentou.