Seminário realizado pelo Iema aborda ‘Itinerários da educação profissional e tecnológica e a reforma do ensino médio’

20 de abril de 2018

Imagem FernandaNa manhã da quinta-feira (19), o espaço ‘Orienta’, localizado na rua das Laranjeiras, no bairro do Renascença, foi palco de várias discussões no âmbito da educação profissionalizante e tecnológica. Com o tema base ‘A reforma do ensino médio e a educação profissional’, o Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema) realizou o II Seminário Nacional de Educação Profissional e Tecnológica do Maranhão, cujo foco central foi o debate acerca da educação, ciência e da tecnologia, reforma do ensino médio, base nacional comum curricular e suas respectivas implicações no ensino médio e na educação profissionalizante.

Mediando a mesa de abertura, o magnifico reitor do Iema, Jhonatan de Almada, que na ocasião representou o governador do estado, Flávio Dino, deu as boas-vindas a todos os presentes, além de tecer breve retrospecto da evolução do Iema desde seu advento. “Estamos debatendo o tema mais importante da educação pública do Brasil, que é a reforma do ensino médio. Trouxemos palestrantes de altíssimo nível no intuito de discutirmos, mas também de aprendermos, de fazer da melhor forma possível o caminho para a reforma no currículo do Instituto, implementando no modelo pedagógico de gestão do Iema de educação profissional 13 disciplinas da base nacional comum e as muitas outras da base técnica e da base diversificada. É um grande desafio, contudo, acreditamos que a reforma vai tornar o nosso currículo ainda mais interessantes para os nossos estudantes”, afirmou.

O diretor da Dipex – Diretoria de Pesquisa e Extensão do Iema, Dario Soares, foi o mediador de uma das mesas de debates, cujo tema foi ‘Itinerários da Educação Profissional e tecnológica e a Reforma do Ensino Médio’, tendo como convidados Fernanda Massaro dos Santos (Diretora de Articulação e Expansão das Redes de Educação Profissional e Tecnológica na Setec (Mec) e Marcelo Feres – professor do Instituto Federal de Brasília (IFB) e ex-secretário de educação profissional e tecnológica (MEC).

Antes de iniciar a medicação, o diretor falou sobre o II seminário realizado pelo Instituto e pontuou que este, segundo ele, é um importante momento de transição na educação. “Temos a grata felicidade de mediar uma mesa com uma temática tão importante, tratando do itinerário formativo voltado para a educação profissional, tendo e vista que estamos às vias de uma reforma na educação do ensino médio e, obviamente, como o Iema trabalha com o ensino técnico profissionalizante, não poderia deixar de contribuir e discutir sobre as novas diretrizes que serão estabelecidas pelo governo federal, neste II seminário”, declarou.

A diretora de Articulação e Expansão das Redes de Educação Profissional e Tecnológica na Setec (MEC), Fernanda Massaro dos Santos, iniciou sua participação no debate compartilhando estudos focados em EPT’s (Educação profissional técnica de nível médio). “Acredito que precisamos dialogar sobre alternativas teóricos metodológicas, uma vez que não é possível pensar na teoria sem fazer junção da prática. O objetivo de toda essa discussão e a construção de uma eficaz proposta de curricular, onde, cada estado e que cada município, a partir da possibilidade permitida pela legislação consiga construir o seu modelo ou pelo menos levar para os seu conselho estadual de educação, o que se pretende. O grande desafio está em agora a lei nos possibilitou fazer as mudanças, como então fazê-las de forma atuante, eficaz e atrativo para esse estudante que procura a conclusão do ensino médio, mas que também tem o interesse em perpassar pela educação técnica e profissionalizante?”, indagou, pontuando que é importante considerar as múltiplas trajetórias na formação do estudante, respeitando suas habilidades, interesses, aprofundamento, vocação profissional, projeto de ensino, estratégia de correção de fluxo ao longo do ensino médio e flexibilização curricular.

Já o professor do Instituto Federal de Brasília (IFB), Marcelo Feres, trouxe para a mesa de debate a questão da articulação com a educação profissional. “A formação técnica me ajudou muito a sonha e ampliar a capacidade de sonhar e me projetar até o ensino superior. A discussão que nos traz aqui está muito relacionada com um processo de integração entre dois mundos, por que não dizer a relação entre educação e trabalho no Brasil e que se manifesta seguramente em outro nível, ou seja, no nível educacional quando você cria a possibilidade de articulação educação e profissional. A discussão de hoje pauta os desafios do ensino médio que não são poucos, desafio para educação profissional e desafio para integrar ambos. Há um problema histórico no que tange a integração e educação no Brasil que está diretamente ligada a um histórico um pouco mais longínquo, desde a nossa estruturação do país em relação ao trabalho, a dimensão da escravidão que coloca o trabalho num viés de certa predominância em relação a educação. Essa integração é muito positiva, é algo que enobrece e que faz avançar”, concluiu.